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Manter em lugar seco e arejado

O espetáculo Manter em Local Seco e Arejado, do coletivo [pH2] estado de teatro surge da inquietação de sete artistas em pensar como o fenômeno trágico pode se manifestar na contemporaneidade, abordando esse fenômeno através das diversas formas em que a apatia se manifesta nas relações entre o indivíduo e o mundo.

Com o desejo de criar espaços de discussão que abarquem não somente a linguagem teatral, mas também a discussão filosófica, o coletivo toma como ponto de partida para a criação desse espetáculo a obra “A Era do Vazio” do filósofo francês Gilles Lipovetsky. Nela, são apontados como sintomas da vida contemporânea a fugacidade das relações humanas, a constante individuação dos corpos, a negligência assumida em relação ao futuro, a perda da noção da esfera pública, entre outros, culminando numa generalizada indiferença em relação a um mundo em crise.
Três ambientes se desdobram em cena compartilhando o mesmo estado: um mundo alagado.
Adaptadas à água constante e convivendo nos espaços cotidianos modificados, as figuras em cena aparecem exercendo as funções e modos de sobrevivência nesse mundo. Entre a apatia gerada pelo alagamento como condição inerente e o alarme provocado por helicópteros que sobrevoam esse lugar, as figuras constroem um quadro que, embora distante do mundo real, ainda pode nos afetar e dizer respeito.

Estrutura Cenográfica

O espetáculo Manter em Local Seco e Arejado utiliza cerca de 2m³ de água. Para tanto, possui uma estrutura altamente resistente para a contenção de toda a água utilizada no espetáculo. O espaço cênico é revestido por uma lona de biodigestor impermeável que impede qualquer vazamento da água para o chão, através de um cercado de madeira naval. Todas as passagens dos atores para as coxias também são forradas por lona.
Durante cinco semanas essa estrutura esteve montada na temporada do espetáculo no Sesc Avenida Paulista sem causar dano algum ao espaço físico do teatro.       

Histórico

O espetáculo Manter em Local Seco e Arejado foi convidado a integrar a II Mostra de Experimentos do TUSP e a Mostra de Artes do Corpo da PUC-SP. Foi selecionado para participar do 22º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, XXXIII Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba, 3º Festival Nacional de Teatro de Piracicaba e do 23º FESTIVALE – Novas tendências, no qual o crítico Alexandre Mate declara que “pela potência anunciada, pode-se depreender com relação ao grupo e aos jovens atores, mais ou menos como falou Clarice Lispector, em A quinta história: ‘(…) uma nova era no lar.”
O espetáculo também foi convidado para integrar a 4ª Mostra de Referências Teatrais de Suzano e é finalista do 17º Programa Nascente de iniciativas artísticas.
O espetáculo cumpriu temporada no SESC Avenida Paulista, em maio e junho de 2009 e foi classificado como um ousado drama pela revista Veja São Paulo. Com o novo espetáculo Mantenha fora do alcance de crianças o coletivo foi convidado para ocupar durante o mês de setembro de 2009 a Casa Livre, sede da Cia Livre de Teatro, com palestras a partir da temática do projeto, exibição de filmes referenciais e aberturas de processo. Esse novo projeto também é suplente no ProAC – Programa de Ação Cultural, edição de 2009

Para mais informações acesse: www.tkseventos.com.br

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